Participantes gravaram cenas dos quatro vídeos-poesia que serão exibidos em Mostra online

Por Sthefany Duhz
08/06/2021 16:43

Nota aos leitores: O CineMarias oferece abertamente todo conteúdo de sua plataforma por sua contribuição diária para a agenda 2030. 

O tempo voou e a última etapa do laboratório imersivo aconteceu! Foram 30h entre os dias 6 a 9 de abril em que as bolsistas do CineMarias participaram da oficina
Existo porque resisto facilitada pela assistente de direção e produtora executiva Liliana Mont Serrat, e pela roteirista e diretora Luana Laux.


As atividades do CineMarias tiveram início em 08 de março, Dia Internacional da Mulher, com o seminário A tela por elas, recheado de debates e workshops. Na sequência, a realizadora audiovisual e roteirista Melina Galante ministrou o curso Voz e introdução à criação de roteiro; depois foi a vez da assistente de direção e produtora executiva Liliana Mont Serrat com o curso O olhar, a tela e a linguagem cinematográfica; e por último o curso Somos todas montadoras: introdução ao pensamento, teoria da montagem e técnicas de edição, com a realizadora audiovisual e editora Carol Covre.  Um mês inteiro de muita produção! A oficina Existo porque resisto fecha a primeira edição do laboratório imersivo de sensibilização e capacitação audiovisual do CineMarias.


Na oficina, as bolsistas estavam divididas em quatro grupos responsáveis por quatro vídeos-poesia. Os filmes foram inspirados e roteirizados em  experiências pessoais de violências e assédios vividos por mulheres. Cada facilitadora ficou responsável por acompanhar dois grupos. 


“Com a pandemia, não pudemos nos encontrar pessoalmente com uma equipe junto às câmeras de filmagens que auxiliaria as jovens cineastas. Então, trabalhamos com o que elas tinham em casa”, comenta a roteirista e diretora, Luana Laux.


Durante a semana foi feito um acompanhamento online de revisão e alinhamento do roteiro dos quatro filmes, do pensar da decupagem, já elaborada nos cursos passados, até a divisão das cenas. Cada participante gravou vídeos de sua própria casa. Nos últimos dias da oficina foram realizadas mentorias individuais para conversar sobre suas cenas e dificuldades técnicas no processo da filmagem.


“O CineMarias foi um encontro fértil, com muito espaço para criação livre. Na oficina tentamos facilitar e provocar as alunas para fazerem as cenas que elas tinham em mente, materializando seus desejos. Foi um prazer trabalhar com a Luana, minha amiga e parceira profissional” conta a assistente de direção e produtora executiva, Liliana Mont Serrat.


As facilitadoras também contribuíram no direcionamento de como as filmagens aconteceriam em casa, com os equipamentos pessoais das bolsistas, seja o celular, um gravador e também na transformação dos roteiros literários em vídeo-poesia.


“O cinema é feito em coletivo e nossas futuras cineastas tiveram que fazer cada uma em sua casa, dando um jeitinho com o celular para que pudessem filmar. Nas mentorias, pensamos juntas em cada detalhe com o equipamento que elas tinham, fomos encontrando soluções possíveis e, inclusive, para que elas pudessem também se sentir seguras. Elas fizeram pelo menos 5 takes de cada plano para irem praticando. Tudo isso acontece em um set profissional”, expõe Luana Laux.


Os quatro vídeos-poesia estão sendo editados por profissionais e as participantes vão ter a oportunidade de, em um encontro online, assistirem com as professoras do laboratório imersivo o primeiro corte dos filmes. Cada grupo terá uma hora e meia com a editora Carol Covre para conversar sobre o roteiro de montagem, no qual elas poderão sugerir os ajustes em seus vídeos-poesia. Após a edição, o CineMarias realizará uma Mostra online com os filmes finalizados.